terça-feira, 29 de junho de 2010

Quem é o Cidadão Duca Leindecker!! ?


O líder e guitarrista da banda Cidadão Quem, com a qual lançou sete CDs e marcou presença no Rock’n Rio III e na abertura do consagradíssimo Bob Dylan.

Seu retrospecto como músico inclui trilha de novela, centenas de shows e participação em inúmeros projetos culturais. Seu primeiro livro A casa da esquina foi um dos livros de maior sucesso na 45a. Feira do Livro e tem amplo trânsito nas escolas e universidades brasileira.

Duca Leindecker nasceu em Porto Alegre em 1970, é guitarrista, compositor brasileiro, Toca vários instrumentos, tendo sido distinguido pela crítica especializada como o melhor guitarrista do ano por três temporadas consecutivas.


Com seu disco “solo” gravado aos dezesste anos, chamou a atenção do grande Stanley Jordan, e no início dos anos 90 foi convidado por Bob Dylan para, com Frank Solari, fazer a abertura dos seus shows no Brasil.


É autor de trilhas para telenovelas. Em 1999 publicou seu primeiro livro, A casa da esquina, um dos mais vendidos na 45ª Feira do Livro de Porto Alegre. Em 2002 lançou o segundo, A favor do vento.

Além das bem-sucedidas carreiras solo e com a Cidadão Quem, Duca Leindecker foi integrante da Bandaliera, tradicional banda do sul do Brasil. Em 2007 compôs em parceria com o baixista e vocalista da Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger, a canção "Força do Silêncio", que rendeu à dupla o Prêmio Açorianos.O mais recente projeto de Duca é o Pouca Vogal. Novamente em parceria com Humberto Gessinger, Pouca Vogal é um duo que compôs novas músicas, mas sem deixar de tocar nos shows os grandes sucessos da Cidadão Quem e da Engenheiros do Hawaii


Duca Leindecker ,

“Foi preciso vir o Bob Dylan pra que a imprensa nacional reconhecesse o meu trabalho”.


Um artista multimídia. Assim podemos definir Duca Leindecker, autor dos livros A Casa da Esquina e A Favor do Vento e diretor do curta metragem Chá de Frutas Vermelhas. O livro A Casa da Esquina foi um dos livros mais vendidos na Feira do Livro de Porto Alegre e tornou-se leitura obrigatória em escolas de ensino fundamental.


Confira abaixo a entrevista exclusiva concedida ao Saia da Toca por um dos maiores artistas gaúchos da atualidade

Aqui uma entrevista excluisiva ao site Saia da Toca.

Lembrar o passado é uma constante nas composições da Cidadão Quem. É uma forma de lembrar a nós todos que o mais importante nessa vida ainda é o que fazemos e não o que temos?
Duca: É uma forma de me expressar, tenho a necessidade de falar dessas coisas.

Cidadão Kane, de Orson Walles, continua sendo a maior fonte de inspiração? É seu filme preferido?
Duca: Gosto do Orson mas não é meu filme preferido. Blade Runner de Ridley Scoth é o meu filme preferido.

Vencer o Escalada do Rock, no Rock in Rio II, em 91, foi fundamental para projetar a Cidadão Quem?
Duca: Não, o que foi fundamental foi a nossa persistência e a vontade de permanecer fazendo musica.

A morte do bateirista e amigo Cau Hafner foi um momento trágico e difícil para a banda. Vocês (Duca e Luciano) pensaram em terminar com a Cidadão?
Duca: Sim.

Pinhal, como outras músicas da banda, relembra a infância e a adolescência. Esse saudosismo ajuda a tornar mais forte a presença de Cau Hafner no palco?
Duca: De certa forma mas o Cau está noutra e acho que temos que aceitar isso.

Duca, um bar e seu violão. Bob Dylan, a empolgação e o aplauso. Um dia especial?
Duca: A vida traz de tudo e temos que valorizar os momentos e as pessoas especias para cada um de nós.

Abrir o show de Bob Dylan foi seu show mais marcante?
Duca: Não, acho que o Rock?n Rio III foi.

O elogiadíssimo acústico gravado no Theatro São Pedro é uma releitura dos principais sucessos da banda. A nova formação, recheada de músicos experientes, trouxe ainda mais consistência para a banda?
Duca: Acho que sim, foi fundamental essa parceria de músicos que ao mesmo tempo são experientes mas não estão desgastados junto ao público. O processo foi bem aberto e eles puderam colaborar de forma decisiva.


Reconhecimento profissional é mais importante que popularidade?
Duca: Definitivamente. Popularidade nem sempre é bom mas reconhecimento é tudo que as pessoas querem. Acho que devemos exercitar o reconhecimento do trabalho das pessoas. Normalmente subestimamos o trabalho dos outros. Foi preciso vir o Bob Dylan pra que a imprensa nacional me reconhecesse o meu trabalho.

A vulgaridade expressada em músicas com fins exclusivamente comerciais atrapalha o trabalho de músicos sérios?
Duca: Não, pra mim só reforça a qualidade de quem faz muscia porque nem dá pra chamar de música essas porcarias que tentam empurrar de tempos em tempos.

A decáda de 70 apresentou o auge do rock. Nos dias atuais sexo e violência são receitas quase garantidas para a composição atingir popularidade. Com base nesse cenário, podemos afirmar que a música brasileira sofre profunda crise de identidade?
Duca: Não existe receita de popularidade. O que acontece é que as classes A e B está migrando para outros formatos mais caros como a internet e a TV a cabo e os canais abertos como rádio e TV acabam se vendo obrigados a suprirem as expectativas da classe C e D.

A partir do sucesso de A Casa da Esquina o Duca escritor ganhou corpo?
Duca: No lançamento do meu primeiro livro, fui o terceiro autor mais vendido na Feira do Livro de Porto Alegre, que é uma das maiores feiras do mundo. O resto foi conseqüência.

Um sentimento intenso e uma necessidade de expressá-lo de forma completa. Compor uma música ou escrever um livro?
Duca: As duas coisas de formas diferentes.

Compor é inspiração, cantar é transpiração. Essa é a fórmula do sucesso?
Duca: Bacana, é isso mesmo.

Primeiro a música. Depois a literatura. E agora o cinema com o curta Chá de Frutas Vermelhas. Vem mais por aí?
Duca: Tenho motivação pra fazer tudo que me ocorre. Espero que essa motivação nunca me abondone.

Novos projetos em vista para a Cidadão Quem em 2006?
Duca: Estou construindo um estúdio novo, está ficando muiiiitoooo legal! Assim que ficar pronto entraremos para começar as gravações do nosso novo projeto que não se resumirá apenas no disco.

Por fim, uma mensagem de Duca Leindecker aos fãs que acessam o Saia da Toca.
Duca: Usem as coisas e amem as pessoas, não o contrário.

Sobre seus Livros:

A casa da Esquina (1999)

Casa da esquina é uma balada, ou um blue – como convém a um músico - , sobre encontros, descobertas e principalmente sobre a perda.

A emoção contida, a narração fluente faz com que de forma simples, direta ele aborde grandes questões como a infância, a família e especialmente o mistério das descobertas de uma criança e o imenso vazio de uma perda essencial.

Casa da Esquina é um desses livros em que o leitor certamente encontrará identificação.

Ao transmitir emoção, Duca Leindeker ao mesmo tempo fala a linguagem do seu tempo, cita ícones pops que fizeram sonhar gerações, percorre as ruas de uma cidade que passou e consegue – na mágica dimensão da literatura – emocionar seus leitores com uma história sobre a vida como ela é.

Quem se interessar pelo livro pode comprar aqui: "A casa da Esquina"

A favor do Vento (2008)

Em pleno inverno gelado do Rio Grande um homem se refugia no litoral com suas lembranças e seus delírios. Sonhos, guitarras, os olhos negros de Helena e a névoa confusa do seu passado se entrelaçam nesta angustiante busca de si mesmo. Depois de A casa da esquina, o livro A favor do vento é um livro em que o leitor se defronta com um final inesperado. Os bastidores do rock and roll e os abismos da alma sofrida de um jovem músico contracenam nesta história.

O vento nordeste varre a imensidão desolada da costa. A areia fina arrastada pela violência do vento fustiga o caminhante solitário. O mar e o céu estão cinzas como a sua alma. Em pleno inverno gelado do Rio Grande um homem se refugia no litoral com suas lembranças e seus delírios. Sonhos, guitarras, os olhos negros de Helena e a névoa confusa do seu passado se entrelaçam nesta angustiante busca de si mesmo. É um livro que prende do começo até a última linha, quando o leitor se defronta com um final inesperado.

Os bastidores do rock and roll e os abismos da alma sofrida de um jovem músico contracenam nesta história tão surpreendente quanto fascinante.

Quem se interessar pode comprar o Livro aqui: "A Favor do Vento"




Palavra do Escritor.



Filme escrito e dirigido por Duca Leindecker com participação de Ingra Liberato, Fernanda Carvalho Leite e Luciano Leindecker. Trilha sonora assinada pela banda Cidadão Quem.



Sugestões e Pedidos mandem e-mails para Flythemusic@hotmail.com
Bom Voo

3 comentários:

  1. Post super instrutivo pra pessoas como eu, que só conheci o Duca recentemente, pelo Pouca Vogal. E de verdade mesmo, depois de ler esse post do digníssimo Welton! Muito bom o blog também, amigo. Adorei!Beijões ;*

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  2. Poxa pessoal onde achar o disco solo do DUCA ate onde sei o 1º dele tinha muita musica legal... nunca mais vi nem ouvi em lugar algum!

    Edu

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  3. Edu desculpa a demora, por razões de direitos autorais eu não estou mais disponibilizando links dos discos, mas caso tenha interesse me manda um e-mail se identificando que ai trocamos umas idéias. weltonrodriguesf@hotmail.com

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